Política

Prerrogativas pede à PF investigação sobre possível 'máquina de desinformação' na campanha de Flávio Bolsonaro

Grupo jurídico questiona contratação de empresa de segurança cibernética pela campanha do senador e aponta divergências em valores declarados.

Foto: O coordenador do grupo Prerrogativas e advogado Marco Aurélio de Carvalho. Foto: Divulgação · Original e licença

O grupo jurídico Prerrogativas formalizou um pedido de investigação junto à Polícia Federal e à Justiça Eleitoral para apurar a contratação da empresa Elytron pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). A iniciativa, que busca esclarecer se o serviço de segurança cibernética ocultava uma estrutura de desinformação, foi reportada inicialmente pela Folha de S. Paulo.

A suspeita baseia-se em documentos citados pelo site The Intercept, que detalham serviços da empresa no exterior envolvendo o uso de contas falsas, deepfakes e táticas de guerra psicológica. Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida questionam a real finalidade do contrato: “A questão é saber se, por trás do discurso de segurança digital, houve contratação de uma máquina de desinformação para interferir na eleição brasileira”.

Além da natureza dos serviços, o grupo aponta inconsistências financeiras. Segundo o Prerrogativas, há divergências entre os R$ 600 mil em notas fiscais, os R$ 131,9 mil pagos pelo PL e o montante de R$ 1 milhão declarado na prestação de contas parcial da campanha. O grupo solicita que o partido apresente detalhes sobre os pagamentos e os serviços efetivamente entregues.

Em nota, a Elytron negou qualquer envolvimento com desinformação, deepfakes ou operações clandestinas, afirmando atuar estritamente com segurança cibernética defensiva. A empresa esclareceu que o contrato original de R$ 1 milhão foi substituído por um aditivo de R$ 600 mil e que o valor pago pelo PL refere-se a uma contratação distinta, refutando a existência de irregularidades nos registros financeiros.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaAtenção, eleitor: TSE altera locais de votação em mais de 4 mil seções para o segundo turno