O fantasma da família: ala pragmática do PL teme interferência de Eduardo e Carlos em eventual governo Flávio
Aliados e integrantes do Centrão demonstram apreensão com a possível influência dos irmãos de Flávio Bolsonaro na montagem de um futuro governo.

Foto: O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters · Original e licença
A possibilidade de uma gestão de Flávio Bolsonaro (PL) tem gerado um clima de tensão nos bastidores do partido e entre aliados do Centrão. O temor central reside na influência que os irmãos do senador, Eduardo e Carlos Bolsonaro, poderiam exercer na composição de um eventual governo, contrariando a promessa de uma administração mais técnica e menos ideológica.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a ala pragmática do PL vê com desconfiança a movimentação de Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado tem buscado protagonismo em pautas de política externa, chegando a sugerir, em vídeo, que poderia facilitar contatos com o governo dos Estados Unidos. Tais articulações geram receio entre auxiliares de Flávio, que temem conflitos com a futura orientação diplomática do país.
Embora Flávio tenha declarado à TV Globo que não pretende nomear o irmão para o Itamaraty, a preocupação persiste. Além do embate político, Eduardo enfrenta um obstáculo jurídico intransponível: uma condenação transitada em julgado pelo Supremo Tribunal Federal, que suspendeu seus direitos políticos, impedindo qualquer nomeação para cargos ministeriais.
Enquanto o senador tenta acenar ao mercado e ao Congresso com uma gestão focada em quadros técnicos, a figura de Jair Bolsonaro também entra no debate. Renato Bolsonaro, tio do senador, afirmou que o ex-presidente deve atuar como conselheiro político, dada a sua experiência. O cenário, contudo, segue incerto, com o Centrão pressionando por postos estratégicos e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, tentando conter as discussões sobre cargos para priorizar a reta final da campanha.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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