Em ato na Paulista, Nikolas Ferreira prega impeachment de Moraes e quer cinco indicações ao STF
Durante manifestação de apoio a Flávio Bolsonaro, deputado bolsonarista defende mudanças radicais no Judiciário e enfrenta polêmicas sobre cortes em áreas sociais.

Foto: Flávio Bolsonaro (roupa verde) e Nikolas Ferreira (com microfone) durante ato na Av. Paulista Crédito: Vittor Sales · Original e licença
Em um ato de campanha realizado neste domingo (18) na Avenida Paulista, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) subiu o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar defendeu que, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente no próximo dia 25 de outubro, ele tenha o poder de indicar cinco ministros para a Corte, em vez das quatro vagas previstas para o próximo mandato. A proposta foi diretamente vinculada à defesa de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
A manifestação, que reuniu aliados do candidato do PL, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito Ricardo Nunes, serviu como palco para ataques ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Judiciário. O impeachment de Moraes é uma pauta recorrente da extrema direita, que intensificou as críticas ao magistrado após investigações sobre atos golpistas e a disseminação de notícias falsas.
Além das investidas contra o STF, a candidatura de Flávio Bolsonaro enfrenta o desgaste provocado por propostas econômicas atribuídas à sua equipe, apelidadas de "tesouraço". O plano incluiria a eliminação dos pisos constitucionais de gastos em saúde e educação, além de mudanças nos critérios de reajuste de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Diante da repercussão negativa, o candidato do PL negou que pretenda prejudicar a população de baixa renda ou desvincular os benefícios previdenciários do salário mínimo. Contudo, a viabilidade de qualquer alteração estrutural, seja no Judiciário ou no orçamento, dependeria da articulação de maiorias qualificadas no Congresso Nacional, uma vez que mudanças constitucionais exigem o apoio de três quintos dos parlamentares em ambas as Casas.
Fonte: Brasil 247

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