STF abre segundo inquérito contra Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro
Senador e candidato à Presidência é investigado por supostos vínculos financeiros com o advogado Willer Tomaz e o setor de apostas esportivas.

Foto: O advogado Willer Tomaz, o empresário Carlos Alberto de Sá e os senadores Weverton Rocha e Flávio Bolsonaro durante safári – Foto: Reprodução · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a Presidência da República, tornou-se alvo de um segundo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A nova investigação, distribuída ao ministro Alexandre de Moraes, apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a relação do parlamentar com o advogado Willer Tomaz.
Segundo informações divulgadas pelo Estadão, o procedimento nasceu de uma apuração da Polícia Federal no Rio Grande do Sul sobre o mercado de apostas digitais. Os investigadores apontam indícios de que Tomaz teria controle sobre a Rede Loto, empresa autorizada a explorar apostas esportivas no Rio de Janeiro. Dados extraídos do celular do advogado revelaram documentos pessoais de Flávio e registros de encontros, incluindo uma viagem à África do Sul em março de 2025.
A Polícia Federal destaca a movimentação financeira atípica de uma conta ligada ao advogado, que teria movimentado cerca de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025. O relatório da corporação menciona ainda que o senador aparecia como "usuário master" em uma conta da Alcazar Holding, vinculada a Tomaz.
Este é o segundo inquérito contra o senador no STF. O primeiro, sob relatoria do ministro André Mendonça, investiga supostas irregularidades no financiamento do filme "Dark Horse". Até o momento, as defesas dos envolvidos não se manifestaram sobre as novas apurações.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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