Política

Em debate, Flávio Bolsonaro tenta vender como novidade programa que já é realidade no governo Lula

Candidato à Presidência propõe compra de dívidas bancárias, ignorando que o mecanismo já foi instituído pelo governo federal através do Desenrola Brasil 3.0.

Foto: - Foto: Reprodução/Band · Original e licença

Durante o debate da Band realizado neste domingo (18), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou como uma de suas principais propostas a criação de um 'Ministério da Prosperidade', com o objetivo de que o governo federal assuma a compra de dívidas de brasileiros junto aos bancos. O senador afirmou: 'No meu governo, a gente vai comprar a sua dívida dos bancos'.

A proposta, contudo, ignora que o mecanismo de aquisição de carteiras de dívidas inadimplidas pela União já foi implementado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Desenrola Brasil 3.0, instituído pela Medida Provisória 1.393/2026 em 25 de setembro, já prevê a compra desses débitos em leilões com descontos que podem chegar a 90%, repassando o benefício diretamente aos consumidores.

Segundo o programa já em vigor, a iniciativa foca em dívidas de até R$ 10 mil com atrasos entre 720 e 1.645 dias, abrangendo também débitos não bancários, como contas de serviços e compromissos no comércio. A estimativa oficial é de que a medida possa beneficiar até 15 milhões de pessoas, com um potencial de renegociação de R$ 75 bilhões a partir de um montante total de R$ 150 bilhões em dívidas elegíveis.

Para viabilizar a operação, o governo federal destinou até R$ 15 bilhões em recursos públicos, condicionados à disponibilidade orçamentária. Embora a execução ocorra em etapas, o arcabouço legal para a compra das dívidas já está plenamente estabelecido, tornando a promessa de campanha de Flávio Bolsonaro uma repetição de uma política pública que já integra a agenda econômica da atual gestão.

Fonte: Revista Fórum

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaO plano de Flávio Bolsonaro para o SUS: a sombra da privatização e o nome de Claudio Lottenberg