Estratégia de Flávio Bolsonaro busca blindar eventual governo da influência direta do pai
Campanha do senador descarta cargos formais para Jair Bolsonaro e familiares em um possível mandato, mantendo o ex-presidente apenas como conselheiro informal.

Foto: Flávio Bolsonaro ao lado de Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução · Original e licença
A cúpula da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu que, caso eleito, o ex-presidente Jair Bolsonaro não ocupará cargos formais na administração. A estratégia visa separar a influência política do ex-mandatário da estrutura administrativa do governo, mantendo-o apenas como um conselheiro próximo.
Integrantes da campanha reforçam que, embora Jair Bolsonaro deva atuar como um dos principais conselheiros do filho, a gestão será conduzida exclusivamente por Flávio. Um coordenador da campanha resumiu a posição ao afirmar que “Bolsonaro será um dos conselheiros mais importantes, mas o presidente será o Flávio”.
A possibilidade de o ex-presidente assumir o Ministério da Defesa foi descartada pelos aliados. A expectativa interna é que, mesmo que um convite fosse feito como gesto político, o capitão reformado recusaria o posto. O senador também já sinalizou, durante sabatina no Jornal Nacional, que a nomeação de parentes, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), está fora de seus planos para o primeiro escalão.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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