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Mensagens da PF revelam alinhamento político e bastidores do Banco Master com a direita

Documentos interceptados pela Polícia Federal expõem a proximidade de Daniel Vorcaro com lideranças conservadoras e articulações financeiras envolvendo o Banco Master.

Foto: Daniel Vorcaro Crédito: Divulgação · Original e licença

Mensagens de WhatsApp interceptadas pela Polícia Federal, reveladas pela Agência Pública, escancaram a proximidade entre o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e figuras centrais do campo conservador. Em diálogos com o pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, o banqueiro afirmou categoricamente em abril de 2024: “Quem me mandou foi um blog de esquerda, que sabe que apoiamos a direita”.

O desabafo ocorreu após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) repercutir uma reportagem sobre despesas de autoridades em um evento em Londres, financiado pelo Banco Master. Incomodado, Vorcaro questionou o pastor sobre a postura do parlamentar, sugerindo um possível rompimento de aliança. A intermediação de Valadão resultou em um pedido de desculpas de Nikolas, que, em março de 2025, admitiu em áudio não saber da ligação do banqueiro com o evento.

As conexões políticas do entorno do banco também envolvem doações milionárias. Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, foi um dos maiores financiadores das eleições de 2022, destinando R$ 5 milhões para as campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Zettel, que está preso sob suspeita de fraudes nas operações da instituição, mantinha laços estreitos com o grupo.

O material interceptado detalha ainda tentativas de salvar o Banco Master de dificuldades financeiras. Segundo a Agência Pública, articulações para a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB) envolveram o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o dirigente partidário Antônio Rueda e o governador Ibaneis Rocha (MDB).

Além disso, o senador Flávio Bolsonaro manteve contatos recorrentes com Vorcaro entre setembro e novembro de 2025, cobrando mais de US$ 60 milhões que teriam sido prometidos para o financiamento do filme 'Dark Horse'. Após negar inicialmente conhecer o empresário, o senador justificou os contatos como parte de uma “captação privada para um filme privado”.

Fonte: Brasil 247

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