Política

Manifestantes cercam sede da Meta em SP contra suposta interferência eleitoral

Movimentos sociais protestam na Avenida Faria Lima exigindo transparência da Meta após denúncias de prejuízos à campanha de Lula e moderação arbitrária de conteúdos.

Foto: Logotipo da Meta está atrás de mãos segurando celulares. Foto: Dado Ruvic/Reuters · Original e licença

Um grupo de organizações da sociedade civil e movimentos sociais realiza, nesta segunda-feira (19), um ato em frente à sede da Meta, em São Paulo. Sob o lema “Meta, não se meta na nossa eleição”, os manifestantes denunciam o que consideram uma interferência direta da empresa no processo eleitoral brasileiro, especialmente na reta final do segundo turno.

A mobilização, que ocorre no Prédio da Baleia (B32), na Avenida Brigadeiro Faria Lima, é organizada por entidades como CTRL+Z, Código Não Binário, Artigo 19 e Sleeping Giants Brasil. O grupo exige transparência sobre os algoritmos do Facebook, Instagram e WhatsApp, além do fim de banimentos de perfis e da redução de alcance de conteúdos progressistas, que, segundo os organizadores, têm sido alvo de censura arbitrária.

Embora a Meta tenha reconhecido que houve prejuízos à candidatura do presidente Lula (PT), a empresa justificou o episódio como resultado de “falhas técnicas”. A explicação, contudo, não convenceu os manifestantes, que cobram respostas sobre a circulação de anúncios pagos em moeda estrangeira e a moderação desigual de publicações.

Daniela da Silva, diretora-executiva da CTRL+Z, aponta que a postura da plataforma reflete uma convergência de interesses com a extrema direita. Segundo a dirigente, a empresa tem se beneficiado do desmonte de programas de checagem de fatos e do lucro gerado pela difusão de desinformação, favorecendo setores que defendem a desregulamentação do mercado e o corte de direitos sociais.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaLula pressiona Flávio Bolsonaro e aposta em desafio de sigilo como trunfo pós-debate