Política · Economia

Campanha de Flávio Bolsonaro propõe limitar permanência no Bolsa Família a dois anos

Proposta da equipe econômica do candidato do PL sugere desligamento de beneficiários após período de transição e criação de um novo ministério.

Foto: Candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL), senador Flávio Bolsonaro, fala à imprensa ao lado da coordenadora econômica de sua campanha, Daniella Marques, em São Paulo Crédito: Alexandre Meneghini/Reuters · Original e licença

A campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma proposta que altera o funcionamento do Bolsa Família, estabelecendo um limite de dois anos para a permanência das famílias no programa. A ideia, segundo a coordenadora do núcleo econômico da campanha, Daniella Marques, é criar um período de transição para que os beneficiários busquem autonomia financeira por meio do emprego formal ou do empreendedorismo.

Em entrevista à CBN Bahia, Marques afirmou que a medida incluiria um sistema de retorno automático ao benefício caso a tentativa de independência econômica não seja bem-sucedida. "As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada", declarou a coordenadora. Apesar do anúncio, a campanha não detalhou os critérios técnicos para a contagem desse prazo, nem como seriam assistidas as famílias que permanecessem em situação de vulnerabilidade após o período estipulado.

Como parte da reformulação das políticas sociais, a equipe de Flávio Bolsonaro propõe a criação do Ministério da Prosperidade. A nova pasta seria responsável por articular parcerias com o setor privado, oferecer cursos de capacitação e conceder crédito para pequenos negócios. Até o momento, não foram apresentados estudos sobre o impacto orçamentário ou a estrutura administrativa necessária para viabilizar essas iniciativas.

Atualmente, o Bolsa Família atende cerca de 19,3 milhões de famílias, conforme dados de agosto de 2026. O programa já conta com uma "regra de proteção", que permite a permanência de beneficiários por até 18 meses com 50% do valor do auxílio caso a renda familiar per capita ultrapasse o limite de R$ 218, desde que não exceda R$ 706 por pessoa. Em setembro de 2026, o governo federal aplicou um reajuste de 15,04% nos valores pagos pelo programa.

Fonte: Brasil 247

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