Política · Economia

Campanha de Flávio Bolsonaro quer limitar tempo de famílias no Bolsa Família

Coordenadora econômica da candidatura bolsonarista propõe regra de transição de dois anos para beneficiários do programa social, visando desligamento gradual.

Foto: Flávio Bolsonaro e Daniella Marques. Foto: Reprodução · Original e licença

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que enfrenta o presidente Lula (PT) na disputa presidencial de 2026, apresentou uma proposta que altera o funcionamento do Bolsa Família. Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da chapa, defendeu nesta segunda-feira (19) a criação de uma regra de transição de dois anos para o desligamento de beneficiários do programa.

Em entrevista à CBN Bahia, a economista justificou a medida alegando que o período permitiria às famílias buscarem emprego formal ou abrirem o próprio negócio, com a garantia de retorno ao auxílio caso a transição não seja bem-sucedida. "As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família", declarou Marques, defendendo que o benefício deve ser apenas o início de uma jornada.

Para viabilizar a proposta, a campanha bolsonarista planeja a criação de um "Ministério da Prosperidade". A pasta seria responsável por oferecer crédito a empreendedores, promover capacitação profissional e firmar parcerias com o setor privado para a oferta de cursos livres.

Atualmente, o Bolsa Família já possui uma regra de proteção que garante 50% do valor do benefício por até 18 meses para famílias que elevam sua renda, desde que o rendimento por pessoa não ultrapasse R$ 706. O programa, que atendeu 19,3 milhões de famílias em agosto de 2026, exige o cumprimento de condicionalidades em saúde e educação para a manutenção do auxílio.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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