Operação Linceu: PF mira vazamento de dados do STJ para advogado próximo a Flávio Bolsonaro
Polícia Federal investiga ex-servidor do STJ por repasse de informações sigilosas ao advogado Willer Tomaz, em desdobramento de inquérito no STF.

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (19) a Operação Linceu, que investiga um esquema de vazamento de informações sigilosas do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O alvo principal de um mandado de busca e apreensão em Brasília é Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do tribunal, exonerado do cargo na última sexta-feira (16).
A investigação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura o suposto repasse de dados privilegiados ao advogado Willer Tomaz, conhecido por sua proximidade com o senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro. O inquérito aponta suspeitas de violação de sigilo funcional, peculato eletrônico, corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo relatórios da PF, o ex-servidor teria enviado ao advogado minutas de decisões judiciais e pareceres do Ministério Público Federal antes da publicação oficial. Os investigadores também rastreiam movimentações financeiras suspeitas, incluindo transferências de R$ 12,3 milhões ligadas a empresas de Tomaz e um volume de R$ 130 milhões movimentados no Magnum Bank entre março e maio de 2025.
A defesa de Willer Tomaz afirmou que o advogado “nega categoricamente ter tido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou a pareceres do Ministério Público Federal”. O caso segue sob sigilo e busca esclarecer se houve pagamentos em troca das informações privilegiadas e possíveis conexões com agentes políticos.
Fonte: ICL Notícias

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