Senador Hiran Gonçalves mantém sociedade com holding investigada em inquérito sobre Flávio Bolsonaro
Reportagem revela que o senador Hiran Gonçalves é sócio de empresa ligada a Willer Tomaz, advogado investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.

Foto: O senador Hiran Gonçalves (PP-RR) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução/Redes Sociais · Original e licença
O senador Hiran Gonçalves (PP-RR) aparece como sócio da Carbon Cer, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) que mantém vínculos societários com a Alcazar Brasil, braço da holding portuguesa do advogado Willer Tomaz. A informação foi revelada pela jornalista Jade Abreu, do portal Amado Mundo.
A holding de Tomaz é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura supostas práticas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Documentos apontam que a Carbon Cer compartilha o mesmo endereço de uma empresa de Tomaz, localizada no Lago Sul, em Brasília.
Questionado sobre a relação, Hiran Gonçalves afirmou desconhecer a parceria com a Alcazar Holdings e alegou que a SPE foi criada apenas para gerir um terreno herdado, com fins de preservação ambiental. O parlamentar negou qualquer interesse financeiro na estrutura.
A defesa de Willer Tomaz declarou que a holding foi constituída regularmente em 2023 e que a participação na Carbon Cer é um negócio privado, sem relação com mandatos ou verbas públicas. O advogado também negou que Flávio Bolsonaro tenha tido qualquer ingerência sobre as contas ou ativos da empresa.
As investigações da Polícia Federal sobre o caso incluem o uso de um jato executivo, ligado à Alcazar Holdings, em uma viagem realizada por Flávio Bolsonaro e Tomaz em janeiro de 2025. Os envolvidos negam a prática de qualquer irregularidade.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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