Enquanto Assembleias de Deus se mobilizam por Flávio Bolsonaro, Universal adota postura de neutralidade
Diferente das eleições anteriores, a Igreja Universal mantém orientação de neutralidade, enquanto lideranças das Assembleias de Deus intensificam apoio ao senador Flávio Bolsonaro.

Foto: Flávio Bolsonaro recebe oração do pastor José Wellington Bezerra da Costa em igreja da Assembleia de Deus Ministério Belém. Foto: Reprodução · Original e licença
O cenário político entre as denominações evangélicas apresenta uma divisão estratégica neste segundo turno. Enquanto a Igreja Universal do Reino de Deus orientou seus pastores a não declararem apoio público a candidatos, mantendo uma postura de neutralidade, lideranças das Assembleias de Deus têm se movimentado abertamente em favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A Universal, que foi um pilar de apoio a Jair Bolsonaro em 2018 e 2022, agora adota uma linha diferente. O bispo Alessandro Paschoall, responsável pela interlocução política da denominação, afirmou que a igreja não levanta bandeiras partidárias, definindo o posicionamento da instituição como um "espectro celestial".
Em contrapartida, figuras influentes das Assembleias de Deus têm reforçado laços com o senador. O deputado Paulo Freire Costa (PL-SP) e a vereadora Rute Costa (PL-SP), filhos do pastor José Wellington Bezerra da Costa, manifestaram apoio explícito. O próprio José Wellington, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), já havia recebido Flávio em sua igreja em abril, ocasião em que orou para que o parlamentar fosse conduzido à presidência da nação.
O bispo Samuel Ferreira, à frente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus Ministério Madureira, também se aproximou de Flávio. Durante a celebração dos cem anos do ministério, Ferreira classificou o senador como "honesto, sério e crente". Embora tenha ressaltado que não pediria votos dentro dos templos, o bispo afirmou que defenderia o candidato se pudesse fazê-lo, reforçando a máxima de que "irmão vota em irmão".
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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