Política · Justiça

Alcolumbre perde apoio de federação e vê sucessão no Senado ganhar novos contornos

A federação PP e União Brasil sinaliza distanciamento da candidatura de Davi Alcolumbre à presidência do Senado, em meio a uma articulação política complexa.

Foto: Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença

A federação composta por PP e União Brasil caminha para retirar o apoio à candidatura do senador Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado e do Congresso em 2027. Com a previsão de somar 12 parlamentares na próxima legislatura, a aliança entre os dois partidos tem se aproximado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), movimento que fragiliza a tentativa de recondução de Alcolumbre ao comando da Casa.

O distanciamento ocorre em um cenário onde Alcolumbre tem estreitado laços com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Recentemente, o atual presidente do Senado pautou o debate sobre o fim da escala 6x1 e retirou de tramitação a PEC da Segurança Pública, evitando o avanço de pautas como a redução da maioridade penal, que gerariam desgaste ao PT. Além disso, Alcolumbre tem mantido sob controle os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Sem o respaldo formal de sua federação, Alcolumbre busca alternativas para viabilizar sua candidatura, incluindo a possibilidade de concorrer de forma avulsa. Para angariar votos entre os senadores que assumem em 2027, o parlamentar tem oferecido cargos estratégicos, como presidências de comissões e gabinetes em áreas valorizadas do Senado.

Nos bastidores, a disputa também reflete a tensão entre o Legislativo e o Judiciário. Integrantes do STF foram alertados de que decisões contrárias ao uso de emendas parlamentares poderiam resultar em uma reação do Congresso, com a possível eleição de um nome de extrema direita para a presidência da Casa, em detrimento de perfis de centro ou direita moderada.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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