Operação desmantela esquema milionário que usava dados de aposentados para fraudar a Justiça
Ministério Público e Polícia Militar deflagraram a Operação Garateia em Franca, investigando fraudes processuais que movimentaram milhões contra idosos.

Foto: Sede do Ministério Público do Estado de São Paulo Crédito: Divulgação/MP-SP · Original e licença
Uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Militar deflagrou, nesta terça-feira (20), a Operação Garateia. O objetivo da ação é desarticular um esquema criminoso que utilizava procurações indevidas para ajuizar milhares de ações judiciais contra aposentados e pensionistas sem o conhecimento das vítimas.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Franca, no interior paulista. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 3,1 milhões em bens dos investigados. As apurações, iniciadas em 2024, revelaram que o grupo protocolou mais de 12 mil processos entre 2022 e 2025.
O esquema operava de forma sistemática: bancas de advocacia utilizavam procurações desatualizadas para multiplicar litígios. Entre janeiro de 2021 e junho de 2025, contas ligadas aos suspeitos movimentaram R$ 10,9 milhões provenientes de saques judiciais. Além disso, os investigadores identificaram o saque de R$ 1,38 milhão em espécie, valor que ainda não foi localizado.
O MPSP explicou que o nome da operação faz alusão a um artefato de pesca, refletindo o método utilizado pelos criminosos: "uma única procuração era aproveitada para propor várias ações em nome do mesmo cliente". Os envolvidos são investigados pelos crimes de organização criminosa, estelionato, apropriação indébita e lavagem de capitais.
Fonte: Brasil 247

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