Política · Justiça

Campanha de Lula aciona TSE contra Meta por suposta manipulação algorítmica em favor de Flávio Bolsonaro

A coligação do presidente Lula denunciou ao TSE o uso de inteligência artificial e algoritmos pela Meta para favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Foto: Meta Crédito: REUTERS/Benoit Tessier · Original e licença

A equipe jurídica da campanha do presidente Lula (PT) protocolou uma nova representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta. A acusação, noticiada pelo jornal O Globo, aponta que a gigante de tecnologia estaria descumprindo ordens judiciais e utilizando mecanismos de inteligência artificial e algoritmos para impulsionar indevidamente a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

O processo, que está sob relatoria do ministro Marco Aurélio Bellizze, detalha uma série de irregularidades. Segundo a denúncia, o WhatsApp e o Instagram continuam recomendando ativamente os canais de Flávio Bolsonaro, contrariando determinações anteriores da Corte. Além disso, a coligação aponta um crescimento atípico no alcance dos perfis do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que estariam superando em entrega nomes de relevância global.

A petição destaca falhas na ferramenta Meta AI do WhatsApp, que estaria gerando imagens associadas ao número 22 de Flávio Bolsonaro, enquanto recusa solicitações similares para o número 13. Outro ponto crítico envolve o sistema de tradução automática do Instagram, que estaria convertendo críticas como “futuro presidiário” em mensagens de apoio como “future president” ao traduzir comentários para o inglês.

Para sustentar as acusações, a campanha anexou levantamentos das entidades Sleeping Giants Brasil e CTRL+Z. Os testes indicam que buscas por termos genéricos no WhatsApp priorizam peças publicitárias de Flávio Bolsonaro, enquanto pesquisas por termos negativos exibem conteúdos pejorativos contra o presidente Lula.

Os advogados da coligação afirmam que os episódios não são falhas técnicas isoladas, mas uma persistência deliberada da empresa. Na petição, a defesa argumenta que a Meta “não se limita a restringir o alcance da representante, senão fabrica, por algoritmo, a aparência de apoio que não existe”.

Fonte: Brasil 247

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