Caso da mansão em Angra: Rogério Correia aciona PF e cobra explicações sobre favorecimento a aliado de Flávio Bolsonaro
Deputado Rogério Correia (PT-MG) mobiliza abaixo-assinado e pede investigação da Polícia Federal sobre disparidades em processos da Secretaria do Patrimônio da União.

Foto: Richarlison, mansão em Angra dos Reis e Flávio Bolsonaro Crédito: Reprodução I Agência Senado · Original e licença
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) lançou um abaixo-assinado e formalizou uma representação junto à Polícia Federal para exigir uma investigação rigorosa sobre a disputa judicial envolvendo uma mansão de R$ 10 milhões em Angra dos Reis. O imóvel, situado em uma ilha da União, foi pivô de uma controvérsia após o jogador Richarlison, que adquiriu a propriedade em 2020, enfrentar um processo de perda de posse.
Segundo a denúncia, a posse foi transferida para a empresa do advogado Willer Tomaz, aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), após o atleta recusar uma proposta de venda feita pelo parlamentar. A operação foi concretizada via judicial por R$ 600 mil e a assunção de dívidas, resultando em uma liminar de reintegração de posse que desalojou moradores, incluindo uma mulher grávida, de forma imediata.
Assista no X:
ABAIXO-ASSINADO: FLÁVIO, DEVOLVA A ILHA DO RICHARLISON! Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz tomaram na mão grande a mansão que o jogador Richarlison comprou em uma ilha. Isso não pode ficar assim! Vamos enviar as assinaturas pra Polícia Federal! Onde já se viu um SENADOR sair ROUBANDO casa dos outros. Vai ser investigado! Assine e compartilhe! 👇 https://t.co/pUSQZuSJKg — Rogério Correia 1️⃣3️⃣⭐️ (@RogerioCorreia_) October 20, 2026
Documentos obtidos pelo parlamentar via Lei de Acesso à Informação revelam uma discrepância no tratamento administrativo pela Secretaria do Patrimônio da União. Enquanto o pedido de Richarlison ficou estagnado, o processo do grupo ligado a Tomaz foi autorizado em apenas dois meses. Diante disso, Correia acionou a PF e a Procuradoria-Geral da República para apurar possíveis irregularidades e interferências políticas.
Em julho de 2026, a Justiça negou uma interpelação judicial movida por Flávio Bolsonaro, que tentava cobrar R$ 61 mil do deputado petista e remover conteúdos sobre o caso da internet. Agora, o abaixo-assinado busca pressionar por transparência sobre os critérios adotados pelo órgão federal e a atuação dos envolvidos na disputa.
Fonte: Brasil 247

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