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Entregadores de aplicativos organizam motociatas em todo o país em apoio a Lula e pela garantia de direitos

Foto: Lula ao lançar prorgama voltado aos entregadores de apps - Foto: RICARDO STUCKERT/PR · Original e licença

A verdadeira força trabalhadora que movimenta as cidades brasileiras vai ocupar as ruas nesta quarta-feira (21) em uma grande demonstração de consciência política e solidariedade de classe. Entregadores de aplicativos de diversas regiões do país organizam motociatas em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, transformando a reta final do segundo turno em uma trincheira de luta por direitos trabalhistas e pela defesa da democracia.

Em São Paulo, a concentração do movimento ocorre a partir das 10h, na tradicional Praça Charles Miller, no Pacaembu. A mobilização é impulsionada por uma ampla frente de entidades populares, incluindo o movimento Trabalhadores Sem Direitos, o Vida Além do Trabalho (VAT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a Frente Povo Sem Medo, a AMERJ, a AMADF e a Associação de Entregadores de Recife. O ato visa resgatar a dignidade da categoria frente aos abusos das corporações de tecnologia.

A marcha dos trabalhadores ganha contornos de denúncia após o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, realizar um ato de pura demagogia eleitoral ao lado do prefeito Ricardo Nunes e do governador Tarcísio de Freitas em um ponto de apoio público na capital paulista. A utilização do espaço mantido com recursos públicos para simular entregas e promover propaganda irregular rendeu representação na Justiça Eleitoral promovida pelo organizador JR Freitas, que repudiou o uso de equipamentos do Estado para encenações bolsonaristas.

Para os lideres do movimento, a mobilização também cumpre o papel fundamental de disputar o significado político das motocicletas no imaginário nacional. Enquanto as motociatas de Jair Bolsonaro eram formadas por elites com veículos de alto custo, os atos convocados pela militância progressista reúnem a classe trabalhadora real, que carrega as entregas nas costas, enfrenta sol e chuva sem garantias básicas e exige uma remuneração justa de no mínimo R$ 10 por corrida.

A pauta do movimento inclui propostas concretas encaminhadas pelo governo do presidente Lula para combater a precarização, como o adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado, o pagamento integral por entregas agrupadas e a transparência nos algoritmos. A coordenadora nacional do MTST, Ana Paula Perles, destacou que a presença dos entregadores nas ruas na última semana antes do pleito demonstra a maturidade de uma categoria que rejeita o arrocho neoliberais e marcha ao lado de quem constrói o país.

A união da classe trabalhadora nas ruas reforça a virada do presidente Lula nas urnas e escancara a rejeição aos candidatos da extrema direita que tentam manipular a precarização do trabalho. O povo trabalhador dá o recado claro de que não aceita o retrocesso e exige respeito, direitos sociais e dignidade no transporte de mercadorias e pessoas em todo o território nacional.

Fonte: revistaforum.com.br

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