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Nova série de Porchat expõe rede de conexões financeiras e suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro

Documentário 'República dos Laranjas' detalha elos entre o candidato do PL, o advogado Willer Tomaz, o Banco Master e o ministro Kassio Nunes Marques.

Foto: Republica dos Laranjas - Flávio Bolsonaro em ato na Paulista. No detalhe, com Willer Tomaz (Charles Vieira / Divulgação da campanha) · Original e licença

O novo episódio da série 'Revelando', apresentado por Fábio Porchat e lançado nesta terça-feira (20), traz à tona uma complexa rede de relações financeiras e empresariais que coloca o senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, no centro de investigações da Polícia Federal. Sob o título 'República dos Laranjas', o programa detalha indícios de participações societárias ocultas e conexões com figuras influentes do Judiciário e do setor bancário.

Um dos pontos centrais da apuração é a empresa Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz, investigado por lavagem de dinheiro. Documentos da PF apontam que Flávio Bolsonaro figurava como 'usuário master' em uma conta bancária da companhia. Embora o senador negue qualquer sociedade e afirme que a inclusão foi indevida, investigadores veem no cadastro um indício de participação societária de fato. O advogado, por sua vez, é alvo de apurações por movimentações bilionárias em plataformas de apostas e por manter dinheiro em espécie escondido em seu escritório.

A rede de conexões exposta pela série também alcança o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE. Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, mencionam festas privadas e referências a um ministro chamado 'Kassio'. Além disso, o escritório de Kevin Marques, filho do magistrado, recebeu repasses de uma consultoria financiada pelo Banco Master. O ministro nega irregularidades e afirma que as transferências ao filho referem-se a serviços advocatícios legítimos.

O documentário ainda resgata episódios como a carona de Flávio em um jatinho compartilhado por empresas de Willer Tomaz e Vorcaro, além de disputas imobiliárias em Angra dos Reis. Com Flávio Bolsonaro na disputa do segundo turno, o conteúdo ganha contornos eleitorais, levantando questionamentos sobre como a imunidade presidencial, prevista no artigo 86 da Constituição, poderia impactar o andamento das investigações caso o candidato seja eleito.

Fonte: Revista Fórum

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