23 anos de Bolsa Família: o legado que transformou o Brasil e superou o mito da dependência
Ao completar 23 anos, o Bolsa Família reafirma seu papel central no combate à desigualdade, com dados que comprovam a autonomia dos beneficiários e impactos positivos na saúde e economia.

Foto: - MDAS/Divulgação · Original e licença
Nesta terça-feira (20), o Bolsa Família celebra 23 anos de existência. Criado em 2003, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa consolidou-se como o principal pilar de proteção social do país, unificando iniciativas anteriores para combater a fome e a extrema pobreza com uma política integrada.
Longe de promover a acomodação, como insistem críticos, o programa tem sido um trampolim para a autonomia. Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) revelam que 60,68% dos beneficiários de 2014 já haviam deixado o programa até 2025. Somente entre março de 2023 e setembro de 2026, 5,9 milhões de famílias saíram do Bolsa Família devido ao aumento de renda, seja por emprego formal ou empreendedorismo, conforme registros oficiais.
O impacto do programa transcende a transferência de renda. Estudos publicados na revista científica The Lancet apontam uma redução de 33% na mortalidade de crianças menores de cinco anos entre os beneficiários. Além disso, o IPEA estima que cada R$ 1,00 investido no programa gera um impacto de R$ 1,78 no Produto Interno Bruto (PIB), movimentando o comércio local e fortalecendo a economia nacional.
Para acessar o benefício, que exige contrapartidas como vacinação em dia e frequência escolar, as famílias devem possuir renda mensal de até R$ 218 por pessoa. O programa ainda oferece complementos, como o Benefício Primeira Infância (BPI), de R$ 150,00 para crianças de até 7 anos, e o Benefício Variável Familiar (BVF), de R$ 50,00 para gestantes e jovens até 18 anos.
Conforme apuração do jornalista Carlos Madeiro, do UOL, o programa atende hoje 49 milhões de pessoas, um contingente 6,3 milhões menor do que o registrado em outubro de 2022, refletindo a dinâmica de saída de famílias que alcançaram melhores condições de vida.
Fonte: Revista Fórum

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