Empresário denunciado por compra de sentenças injeta R$ 1,1 milhão na campanha de Flávio Bolsonaro
Nelson José Vigolo, réu na Operação Faroeste, figura como um dos maiores doadores privados da candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno de 2026.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado · Original e licença
O empresário Nelson José Vigolo, dono do Grupo Bom Jesus Agropecuária e alvo de denúncias por suposta compra de decisões judiciais, tornou-se um dos principais financiadores da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) neste segundo turno. Segundo informações reveladas pelo jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo, o aporte do empresário foi de R$ 1,1 milhão.
O valor representa cerca de 5,4% de todo o montante arrecadado por Flávio Bolsonaro via doações privadas, que somou R$ 20,3 milhões. Com esse repasse, Vigolo consolida sua posição como o segundo maior doador individual da campanha.
Conhecido como "barão do agro" em Rondonópolis (MT), o empresário foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia no âmbito da Operação Faroeste. Ele é acusado de integrar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro voltado à manipulação de disputas fundiárias. A denúncia aponta, inclusive, a negociação de R$ 1 milhão para que um magistrado se declarasse suspeito em processos de interesse de seu grupo empresarial.
Em meio às investigações, Vigolo firmou um acordo de colaboração premiada, comprometendo-se a devolver R$ 20 milhões. Além das suspeitas na Operação Faroeste, o Grupo Bom Jesus também esteve sob escrutínio devido a acusações de fraude bilionária em seu processo de recuperação judicial, iniciado em 2016.
Fonte: Brasil 247

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