Justiça · Segurança

Justiça nega prisão de motorista que atropelou e matou tio de Guilherme Boulos

Juiz de São Paulo substitui prisão preventiva por medidas cautelares para acusado de homicídio qualificado contra Carlos Boulos após briga de trânsito.

Foto: - Guilherme Boulos e, no detalhe, cenas do atropelamento - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados · Original e licença

A Justiça de São Paulo negou, nesta terça-feira (20), o pedido de prisão preventiva contra Amilton Jusselino Rodrigues, acusado de atropelar e matar Carlos Boulos, de 80 anos. A vítima, que era tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, faleceu em 6 de outubro, três dias após o incidente na Avenida 23 de Maio, na capital paulista.

Apesar da solicitação do Ministério Público e da autoridade policial pela custódia do acusado, o juiz Daniel de Medeiros Silva Corró optou por aplicar medidas cautelares. O magistrado considerou que, como Amilton se apresentou à delegacia após o ocorrido, não haveria risco imediato à aplicação da lei penal. O juiz aceitou a denúncia por homicídio qualificado por motivo fútil.

Entre as restrições impostas, o motorista teve sua Carteira Nacional de Habilitação suspensa, está proibido de se ausentar do domicílio por mais de oito dias sem autorização e deve comparecer mensalmente ao juízo. O processo agora segue para a fase de perícias técnicas que deverão esclarecer a dinâmica do atropelamento.

A defesa de Amilton, representada pelo advogado Natan Tolintino, sustenta que o cliente agiu para proteger a família que estava no veículo e nega a intenção de matar. “O caso ainda está sendo apurado e é precipitado afirmar, neste momento, que houve intenção de matar”, declarou o defensor.

Fonte: Revista Fórum

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