Aliados de Flávio Bolsonaro tentam blindar senador após desafio de Lula sobre sigilos
Estratégia da campanha do PL é evitar o confronto direto sobre a abertura de dados financeiros e telefônicos na reta final da disputa presidencial.

Foto: Flávio Bolsonaro e Lula Crédito: Captura de tela/Vídeo · Original e licença
Em meio à reta final da campanha presidencial, a equipe de Flávio Bolsonaro (PL) adotou uma postura de cautela e orientou o senador a não ceder à pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, o entorno do candidato do PL avalia que o desafio é uma manobra política para dominar a agenda nos últimos dias antes da votação.
A ofensiva de Lula ganhou contornos oficiais nesta terça-feira (20), quando o presidente protocolou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizando a quebra de seus próprios sigilos dos últimos oito anos. A condição imposta pelo petista é que Flávio Bolsonaro, seus familiares e empresas vinculadas façam o mesmo. O desafio, lançado originalmente durante o debate da Band no dia 18, foi reiterado por Lula durante agenda no Maranhão, onde incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso, no escopo da proposta.
Para os estrategistas do PL, responder ao desafio seria cair em uma armadilha que desviaria o foco das propostas de governo. A recomendação é que o senador mantenha a calma e evite prolongar a controvérsia, embora aliados não descartem que ele possa comentar o tema de forma irônica, repetindo a estratégia adotada após o debate da Band, quando questionou a viabilidade da quebra de sigilo telefônico de Lula sob o argumento de que o presidente não utiliza celular.
A orientação faz parte de um esforço maior da campanha de Flávio para transmitir uma imagem de equilíbrio aos eleitores indecisos. A expectativa é que, no próximo debate na TV Globo, o candidato foque na apresentação de seu programa de governo e responda diretamente aos questionamentos de Lula, evitando que o embate se transforme em uma sucessão de ataques que, na visão da equipe, favoreceria a estratégia petista.
Fonte: Brasil 247

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