O histórico de Flávio Bolsonaro contra direitos das mulheres na Alerj
Levantamento revela votações em que o atual senador, enquanto deputado estadual, foi o único a se opor a medidas de proteção e valorização feminina.

Um levantamento detalhado sobre a trajetória de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), entre 2003 e 2018, trouxe à tona votações em que o parlamentar se posicionou isoladamente contra pautas voltadas aos direitos das mulheres. A apuração, realizada pela jornalista Carol Pires para o podcast Duas e Tanto, ganhou destaque recente no debate político nacional.
Os registros da casa legislativa apontam três momentos específicos em que o então deputado foi o único a votar contra propostas de proteção e equidade:
Em 2006, Flávio Bolsonaro foi o único voto contrário à lei que multava estabelecimentos que comercializassem cartões-postais com mulheres seminuas associadas ao turismo. Na ocasião, ele justificou que a "mulher brasileira também é um patrimônio turístico".
No ano de 2009, ele foi o único parlamentar a rejeitar a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses para servidoras estaduais, alegando que a medida poderia reduzir a oferta de empregos para mulheres.
Ainda em 2009, o parlamentar se opôs ao projeto que permitia a suspensão do porte de arma de policiais acusados de violência doméstica. Ele argumentou, na época, que a medida poderia prejudicar agentes com base em acusações não comprovadas, defendendo a presunção de inocência.
Fonte: ICL Notícias

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