Política · Justiça

MPT investiga denúncias de assédio eleitoral contra Ricardo Nunes por pressão sobre servidores

O Ministério Público do Trabalho apura denúncias de que o prefeito de São Paulo teria pressionado servidores e funcionários de creches a apoiarem Flávio Bolsonaro.

Foto: - Ricardo Nunes - Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Folhapress · Original e licença

O Ministério Público do Trabalho (MPT) confirmou nesta terça-feira (20) que abriu uma investigação para apurar denúncias de assédio eleitoral envolvendo a Prefeitura de São Paulo. O caso ganhou repercussão após a divulgação de registros que mostram o prefeito Ricardo Nunes (MDB) convocando servidores comissionados para atos políticos em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo apurações conjuntas do g1 e do ICL Notícias, o prefeito reuniu cerca de 300 servidores em um casarão na zona nobre da capital no dia 17 de outubro. Na ocasião, Nunes solicitou que os presentes utilizassem adesivos de campanha, promovessem o nome do candidato nas redes sociais e mobilizassem eleitores para uma manifestação na Avenida Paulista. O prefeito chegou a declarar: "Precisamos colocar o adesivo no nosso carro, colocar o 22 no peito e nas nossas redes sociais, participar dos atos, falar com as pessoas".

Além dos comissionados, a investigação abrange denúncias de funcionários de creches conveniadas à administração municipal. Relatos indicam que direções de unidades teriam pressionado trabalhadores a comparecerem a eventos políticos, oferecendo folgas como contrapartida pela participação. A prática levanta preocupações sobre a vulnerabilidade de servidores e terceirizados diante de pressões hierárquicas em período eleitoral.

A Prefeitura de São Paulo foi procurada para comentar as denúncias, mas não apresentou resposta até o momento. O MPT segue com a apuração dos fatos para determinar se houve irregularidades na conduta do chefe do Executivo municipal e de seus subordinados.

Fonte: Revista Fórum

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaCampanha de Flávio Bolsonaro recusa desafio de Lula para abertura de sigilos