Política · Justiça

Lindbergh Farias aciona PF para localizar e proteger suposta laranja de Willer Tomaz

Deputado federal solicita proteção para Lídia Maria Figueiredo Mazelli, peça-chave em investigações sobre lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro.

Foto: O deputado federal Lindbergh Farias. Foto: Divulgação · Original e licença

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou, nesta terça-feira (20), um pedido urgente à Polícia Federal para que sejam adotadas medidas de localização e proteção de Lídia Maria Figueiredo Mazelli. A mulher, que consta em registros como empregada doméstica, é apontada pelos investigadores como possível laranja do advogado Willer Tomaz, figura próxima ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Lídia está desaparecida desde setembro e seu depoimento é considerado estratégico para desvendar a estrutura financeira de Tomaz. Ela aparece como dirigente de ao menos 14 empresas ligadas ao advogado, incluindo a offshore Alcazar Holdings e a RioPag, esta última envolvida em uma disputa com a Loterj por repasses não realizados que somam R$ 20,9 milhões. Documentos indicam uma discrepância entre sua realidade financeira declarada — que inclui um salário mínimo — e a participação em negócios milionários, como a compra de uma mansão de R$ 10 milhões em Angra dos Reis.

O pedido de Lindbergh integra o contexto de um inquérito enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 16 de outubro. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e conexões financeiras entre Tomaz e Flávio Bolsonaro. Segundo informações da PF, uma conta do senador estava vinculada ao perfil de acesso “usuário master”, o mesmo utilizado pela Alcazar Holdings, sendo removida apenas após a deflagração da Operação Sem Desconto.

Além das suspeitas de lavagem, a PF investiga o volume astronômico de apostas realizadas por Willer Tomaz, que teriam atingido cerca de R$ 5 bilhões em 2025. O advogado, que nega qualquer irregularidade, alega em processos judiciais sofrer de ludopatia e busca o ressarcimento de R$ 163 milhões de uma plataforma de apostas. O parlamentar petista solicita que a PF avalie os riscos à integridade de Lídia e considere sua inclusão no programa federal de proteção a testemunhas.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaMPT investiga denúncias de assédio eleitoral contra Ricardo Nunes por pressão sobre servidores