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Governo Trump classifica Alexandre Ramagem como imigrante ilegal e confirma processo de deportação

Documentos oficiais do Departamento de Segurança Interna dos EUA desmentem aliados de Ramagem e confirmam que o ex-diretor da Abin está em situação migratória irregular.

Foto: Ramagem é imigrante ilegal - Alexandre Ramagem e a esposa Rebeca curtem a Copa nos EUA (Instagram / Rebeca Ramagem) · Original e licença

O governo de Donald Trump oficializou que o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) é considerado um "imigrante ilegal" em território americano. A informação, revelada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) em resposta ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), confirma que o ex-diretor da Abin responde a um processo de deportação nos Estados Unidos.

Segundo a apuração das jornalistas Brenda Medina e Natalia Viana, da Agência Pública, Ramagem entrou legalmente no país em 11 de setembro de 2025 com um visto temporário de seis meses. O prazo expirou em março deste ano, deixando o ex-parlamentar em situação irregular. O DHS detalhou que ele chegou a ser detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em 13 de abril, sendo liberado dois dias depois enquanto o processo migratório segue em curso.

A posição do governo americano derruba a narrativa de aliados bolsonaristas, que tentavam vender a ideia de que Ramagem estaria protegido politicamente. O DHS foi enfático ao esclarecer que um pedido de asilo político, protocolado pelo ex-deputado após fugir do Brasil, não garante automaticamente a regularização de sua estadia nem impede novas detenções ou a continuidade da deportação.

O caso de Ramagem, condenado pelo STF a mais de 16 anos de prisão por sua participação na trama golpista, gerou um desgaste diplomático. Em abril, o governo Trump chegou a retirar o credenciamento de um delegado da Polícia Federal brasileira, Marcelo Ivo de Carvalho, sob a acusação de tentar manipular o sistema de imigração americano. A medida foi tomada apesar de o Brasil ter formalizado um pedido de extradição ainda em 30 de dezembro de 2025.

Investigações anteriores já haviam apontado que a fuga de Ramagem para os EUA contou com o suporte de aliados ligados ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, que ofereceram hospedagem e auxílio logístico ao foragido na Flórida. Agora, com a confirmação oficial do DHS, o ex-aliado de Jair Bolsonaro enfrenta um cerco jurídico que tramita independentemente do pedido de extradição brasileiro.

Fonte: Revista Fórum

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