Reta final: Pesquisa aponta disputa acirrada e empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro
A três dias do segundo turno, levantamento Meio/Ideia mostra cenário indefinido na corrida presidencial, com margem de erro mantendo candidatos em empate técnico.

Foto: - Lula em ato em Juazeiro e Petrolina e Flávio Bolsonaro com influencers em São Paulo (Ricardo Stuckert e Vitor Salles / Divulgação da campanha) · Original e licença
A disputa pelo Palácio do Planalto chega à sua reta final em um cenário de total indefinição. Segundo a pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em empate técnico a apenas três dias do segundo turno, que ocorre no próximo domingo (25).
Nos votos válidos, o candidato do PL aparece com 51,1%, enquanto o presidente Lula registra 48,9%. Como a margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois postulantes seguem tecnicamente empatados. Considerando os votos totais, Flávio Bolsonaro soma 48% contra 46% de Lula, com 3,4% de brancos e nulos e 2,6% de indecisos.
O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08251/2026, ouviu 1.500 eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro. O estudo aponta que, embora a maioria do eleitorado já tenha decidido seu voto, 16,3% dos entrevistados admitem que ainda podem mudar de posição, o que mantém o resultado em aberto até o último momento.
A pesquisa destaca divisões profundas no perfil do eleitorado. Lula mantém uma vantagem expressiva entre os mais pobres, liderando com 61% entre aqueles que recebem até um salário mínimo, e entre os eleitores que priorizam direitos trabalhistas. Por outro lado, Flávio Bolsonaro concentra apoio entre o público que se identifica com o empreendedorismo e nas faixas de renda mais elevadas.
A motivação do voto também revela diferenças estratégicas: 72,1% dos eleitores de Lula declaram apoio direto ao presidente, enquanto, entre os apoiadores de Flávio, o sentimento de rejeição ao petismo tem um peso maior na composição do voto. Com a eleição decidida nos detalhes, o desempenho nos debates finais e a mobilização nas regiões onde cada candidato ainda busca crescer serão decisivos para o resultado das urnas.
Fonte: Revista Fórum

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