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Delação de Vorcaro aponta esquema de R$ 400 milhões envolvendo Ibaneis Rocha e o BRB

Investigações da Polícia Federal revelam suposto esquema de propina e negociações irregulares entre o ex-governador do DF e o Banco Master.

Foto: O ex-governador do DF Ibaneis Rocha - O ex-governador do DF Ibaneis Rocha/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil · Original e licença

O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), está no centro de graves acusações de corrupção reveladas em uma proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo o relato, Ibaneis teria exigido R$ 400 milhões em propina para viabilizar a fusão entre o Banco de Brasília (BRB) e a instituição privada de Vorcaro.

De acordo com a apuração, que conta com mensagens extraídas pela Polícia Federal e divulgadas pelo UOL, o suposto pagamento seria dividido entre dinheiro vivo e um contrato fictício com um escritório de advocacia indicado pelo ex-governador. Vorcaro ainda alega que Ibaneis teria solicitado 5% de participação no novo banco por meio de uma empresa de fachada. A PF investiga, inclusive, a entrega de cerca de R$ 80 milhões em espécie a Leonardo Valverde, apontado como braço direito de Ibaneis.

O contexto das negociações envolveu o aumento de capital do BRB, autorizado por Ibaneis em 2024, e a compra de carteiras de crédito do Master, que somaram R$ 9,5 bilhões. A operação de aquisição de 58% do banco privado pelo BRB foi vetada pelo Banco Central em setembro de 2025, pouco antes da liquidação do Master e da prisão de Vorcaro, em novembro do mesmo ano.

Além das suspeitas sobre o ex-governador, a Polícia Federal apura possíveis vantagens indevidas destinadas ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A investigação foca na compra de seis apartamentos de luxo, avaliados em R$ 146,6 milhões, que teriam sido utilizados como forma de propina.

A defesa de Ibaneis Rocha, representada pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, negou as acusações. Em nota, afirmou que a delação não foi aceita por falta de provas e sustentou que as mensagens apenas confirmam que o ex-governador não participava da gestão cotidiana do banco público.

Fonte: Revista Fórum

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