A estratégia chinesa: como a resiliência econômica desafia o cenário global
Especialista aponta que a capacidade de adaptação da China, focada em tecnologia e consumo interno, garante estabilidade diante do novo Plano Quinquenal.

Foto: Crédito: Dall-E/Brasil 247 · Original e licença
Em meio aos desafios impostos pelo cenário internacional, a China aposta na sua capacidade adaptativa para sustentar o crescimento econômico durante o 15º Plano Quinquenal (2026-2030). Segundo Andrew Sheng, membro do Comitê Consultivo Internacional da Administração Nacional de Regulação Financeira do país, a verdadeira força da economia chinesa reside na sua habilidade de realizar transformações estruturais profundas.
Os dados recentes corroboram essa visão: nos três primeiros trimestres do ano, o PIB chinês cresceu 4,6%, enquanto a indústria de transformação avançou 5,3%. O modelo de desenvolvimento, antes dependente de infraestrutura e crédito imobiliário, agora se volta para a manufatura avançada, serviços e o fortalecimento do consumo interno.
Para garantir essa transição, o país conta com bases sólidas, incluindo reservas cambiais superiores a US$ 3 trilhões e uma dívida externa considerada administrável. Sheng destaca que a resiliência chinesa é estrutural e se apoia em três pilares: a inovação tecnológica em setores como inteligência artificial e semicondutores, o desenvolvimento urbano-rural inclusivo e a transição para uma economia verde.
No campo financeiro, o especialista defende a atração de 'capital paciente' e a expansão do financiamento via mercado de ações para reduzir a dependência bancária. Além disso, a integração com a ASEAN — maior parceiro comercial chinês há seis anos — atua como um escudo contra a fragmentação global, consolidando uma complementaridade que deve elevar o comércio bilateral a patamares superiores a US$ 1 trilhão em 2025.
Fonte: Brasil 247

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