Cercado por investigações, Flávio Bolsonaro recusa desafio de Lula para abrir sigilos
Campanha do senador ignora proposta de transparência feita pelo presidente Lula, enquanto apurações sobre lavagem de dinheiro e contas em offshore seguem no STF.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro lado a lado durante debate eleitoral em estúdio. Foto: Eduardo Knapp/Folhapress · Original e licença
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu ignorar o desafio lançado pelo presidente Lula (PT) para a abertura de sigilos bancários e telefônicos. A proposta, que visa trazer transparência a movimentações financeiras, foi feita pelo petista durante o debate da Band, no último domingo (18), e formalizada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (20).
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, aliados do senador avaliam que a ofensiva não surtiu efeito entre o eleitorado indeciso. O entorno de Flávio alega que seus rendimentos já estão declarados à Justiça Eleitoral e classifica a cobrança como uma tentativa de constrangimento político na reta final da disputa. O tema deve retornar ao centro das atenções no debate da TV Globo, marcado para a próxima sexta-feira (23).
O desafio de Lula abrange não apenas o senador, mas também o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros familiares, além de empresas ligadas ao grupo. A medida toca em um ponto sensível: uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal aponta que Flávio teve acesso operacional como "usuário máster" a uma conta da offshore Alcazar Holding, pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar. O acesso teria sido excluído em maio de 2025.
Durante o debate, Flávio Bolsonaro recusou a abertura dos dados e rebateu as acusações alegando, sem apresentar provas, que o presidente teria recebido recursos de forma irregular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O cenário eleitoral permanece acirrado, com a última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 16, apontando 51% dos votos válidos para o candidato do PL contra 49% para o presidente Lula.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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