Política · Brasil

Guto Schiavetto, candidato do Missão ao senado em SP, começou campanha pro LULA

A máscara do projeto autoritário da extrema direita caiu de vez nos bastidores do próprio campo conservador. Em um alerta desesperado direcionado aos seus militantes, a liderança do Partido Missão, ligado a Renan Santos, avisou seus aliados que um eventual governo de Flávio Bolsonaro atuará abertamente para exterminar e extinguir a legenda. Em contrapartida, os próprios dirigentes admitem que sob uma gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o exercício da oposição continuará garantido democraticamente e sem perseguições estatais.

A denúncia do risco iminente de cassação e sufocamento político ganhou contornos ainda mais dramáticos com as declarações de Guto Schiavetto, figura de destaque do Missão. Ao se dirigir aos correligionários, Schiavetto pediu preparação imediata contra a violência do bolsonarismo e revelou que Pablo Marçal — cotado para assumir ministério em uma eventual gestão do PL — está vinculando Renan Santos a acusações de teor nazista para exterminar politicamente os seus desafetos.

A reação estarrecida nos comentários da publicação de Guto Schiavetto reflete a perplexidade e o desespero que tomaram conta dos eleitores e simpatizantes do Partido Missão. Diante da exposição explícita do apetite ditatorial de Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal, dezenas de internautas e apoiadores da legenda passaram a reconhecer publicamente que o verdadeiro perigo para as liberdades individuais e partidárias reside na extrema direita.

Muitos dos comentários na publicação destacam a contradição e a violência dos métodos bolsonaristas, apontando que o uso de dossiês falsos e ataques baixos promovidos por Marçal escancaram o método fascista de eliminar qualquer voz dissonante. Entre os apoiadores do Missão, cresce a avaliação de que votar ou se omitir perante a candidatura de Flávio Bolsonaro equivale a assinar a própria certidão de óbito político e entregar o país a um regime de perseguição implacável.

A virada de postura do eleitorado do Missão nos comentários evidencia o tamanho do estrago causado na campanha da oposição. Ao verem seu próprio líder ser atacado e ameaçado de aniquilação pelo consórcio entre Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal, os militantes de direita agora admitem sem rodeios que a continuidade da democracia com Lula é a única garantia de sobrevivência para as instituições e para a livre manifestação no Brasil.

O desespero do bolsonarismo em tentar calar aliados de primeira hora expõe a faceta mais perigosa da candidatura do PL na semana decisiva do pleito. A tentativa de destruição do Partido Missão isola ainda mais a extrema direita, consolidando a percepção geral de que a vitória do presidente Lula é o único caminho para preservar o ambiente democrático e impedir a instalação de uma ditadura vingativa no país.

Veja a postagem de Thiago dos Reis no X:

Fonte: x.com

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