Nos bastidores, Eduardo Bolsonaro insiste em controlar Itamaraty apesar de veto público do irmão
Mesmo após Flávio Bolsonaro descartar sua indicação, Eduardo Bolsonaro articula para manter influência sobre a política externa em um eventual governo do irmão.

Foto: Flávio e Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução · Original e licença
Apesar de o pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ter descartado publicamente a indicação do irmão para o Ministério das Relações Exteriores, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro segue articulando para exercer influência sobre a pasta. Segundo informações da colunista Janaína Figueiredo, do UOL, o parlamentar tem sinalizado a interlocutores em Brasília que pretende comandar o Itamaraty, independentemente de ocupar ou não o cargo de ministro.
A postura de Eduardo tem gerado atritos internos. O ex-deputado já defendeu publicamente a realização de uma "faxina" no ministério e chegou a ameaçar diplomatas de carreira em suas redes sociais, o que consolidou uma forte resistência ao seu nome dentro do corpo diplomático. Em entrevista à TV Globo, Flávio Bolsonaro tentou encerrar o assunto ao afirmar que o irmão não será seu chanceler, embora assessores da campanha garantam que a definição de cargos ainda não é uma prioridade.
A disputa pelo comando da política externa também envolve outros nomes influentes no entorno do senador. A economista Daniela Marques, coordenadora econômica da campanha, defende a indicação de Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics. A preferência de Marques, contudo, enfrenta a oposição direta de Eduardo. Além de Troyjo, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) aparece como uma alternativa cotada, sendo vista por diplomatas como um nome mais palatável do que o do ex-deputado.
Apesar das movimentações, a definição sobre a chancelaria permanece em aberto. A avaliação predominante entre os aliados de Flávio é de que o escolhido para o posto deve ser alguém de fora da carreira diplomática, mantendo o Itamaraty como um dos principais palcos de disputa interna na campanha bolsonarista.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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