Moraes ordena prisão de golpista que furou monitoramento para atuar pelo PL na Argentina
O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão de Claudiomiro da Rosa Soares, réu do 8 de janeiro que descumpriu medidas cautelares e foi flagrado atuando como fiscal do Partido Liberal no exterior.

Foto: Claudiomiro da Rosa Soares. Foto: Reprodução · Original e licença
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, expediu um mandado de prisão preventiva contra Claudiomiro da Rosa Soares, de 52 anos. O homem, que responde a processo pelos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro, foi alvo da decisão após uma série de violações às determinações judiciais que o mantinham em liberdade provisória.
A situação de Soares se agravou quando a Polícia Federal constatou que ele estava fora do país, atuando como fiscal do Partido Liberal durante a votação brasileira na Argentina. A presença do réu em território estrangeiro ocorreu sem qualquer autorização do STF, contrariando as restrições impostas anteriormente.
Além da viagem irregular, o monitoramento eletrônico do acusado falhou. Segundo registros da Corte, a tornozeleira eletrônica utilizada por ele parou de enviar sinais de localização em 6 de junho de 2024. Quando agentes federais foram até a residência do réu em Balsas, no Maranhão, em setembro, encontraram o imóvel desocupado, com sinais de que o local estava vazio há meses.
Em sua fundamentação, o ministro destacou que o comportamento do réu demonstra um desrespeito deliberado ao Poder Judiciário. Soares enfrenta acusações graves, incluindo tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e destruição de patrimônio público. O nome do acusado foi incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões para que as forças de segurança realizem a captura.
Em resumo: - O STF ordenou a prisão de Claudiomiro da Rosa Soares por descumprir medidas cautelares. - O réu foi flagrado atuando como fiscal do PL na Argentina sem autorização judicial. - O monitoramento por tornozeleira eletrônica foi interrompido em junho de 2024. - A Polícia Federal não encontrou o acusado em seu endereço no Maranhão durante diligência em setembro.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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