PF investiga deputado bolsonarista por invasão e destruição de materiais na UFRR
Deputado Marcinho Belota e a ex-candidata Athally Albuquerque são alvos de investigação após invadirem campus universitário em Roraima para destruir panfletos.

Foto: - Foto: Departamento de Polícia Federal/Divulgação · Original e licença
A Polícia Federal abriu investigação para apurar a conduta do deputado estadual Marcinho Belota (PL) e da ex-candidata a deputada federal Athally Albuquerque (Republicanos). A dupla é acusada de invadir o bloco de Direito da Universidade Federal de Roraima (UFRR) no último dia 16, onde destruíram panfletos produzidos por estudantes que criticavam o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo relatos dos alunos, que registraram a ação em vídeo, o grupo teria provocado os estudantes na tentativa de incitar um confronto físico. O Ministério Público Federal (MPF) confirmou o recebimento de denúncias sobre o episódio. Em nota, a UFRR repudiou a invasão, classificando o ato como uma tentativa de substituir o debate democrático pela força e intimidação, e informou ter acionado as autoridades competentes.
Embora Belota e Albuquerque tenham alegado que o material continha irregularidades e que teriam buscado orientação na reitoria, a versão é contestada. Conforme apuração da Coluna Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles, o reitor da instituição havia analisado os panfletos previamente e atestado que o conteúdo estava dentro dos limites da legislação eleitoral. Mesmo sem qualquer ordem judicial, a dupla prosseguiu com a destruição dos papéis.
A situação de insegurança no campus Paricarana se agravou após uma segunda invasão, ocorrida no dia 17, no Centro de Ciências Humanas. Diante da recorrência, a reitoria solicitou reforço de segurança com apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional. A Assembleia Legislativa de Roraima declarou que, caso receba uma denúncia formal, avaliará se a conduta do parlamentar configura quebra de decoro.
O deputado Marcinho Belota já era alvo de investigações da PF antes do episódio na universidade. Em 2 de outubro, ele foi alvo de uma operação que apura um suposto esquema de compra de votos, ocasião em que foram apreendidos documentos, um notebook e R$ 6 mil em espécie. Além disso, o parlamentar enfrenta uma denúncia por injúria racial após ridicularizar o cabelo de um advogado em suas redes sociais.
Em resumo
- PF investiga deputado e ex-candidata por invasão e destruição de material na UFRR.
- Reitoria da universidade solicitou reforço policial após dois dias seguidos de invasões.
- MPF apura o caso, enquanto a Assembleia Legislativa aguarda denúncia formal para avaliar possível quebra de decoro.
- Deputado já era investigado por suspeita de compra de votos em operação realizada no início de outubro.
Fonte: Revista Fórum

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