Nas urnas de 2026, candidaturas LGBTQIA+ de centro e direita não alcançam sucesso
Levantamento mostra que todos os 35 parlamentares LGBTQIA+ eleitos para a Câmara pertencem a partidos de esquerda, enquanto nomes de centro e direita fracassaram.

A tentativa de candidaturas LGBTQIA+ de se consolidarem em partidos de centro e direita nas eleições de 2026 terminou sem vitórias para a Câmara dos Deputados. Segundo dados do painel VoteLGBT, organizado pelo Instituto Plena Cidadania, a totalidade dos 35 parlamentares eleitos que se identificam com a pauta pertence a legendas de esquerda, como PT, PSOL, PCdoB e PV.
O levantamento mapeou 516 candidaturas da comunidade. O campo progressista concentrou 408 nomes (79%), enquanto o centro somou 64 (12,4%) e a direita 44 (8,5%). Entre os 26 postulantes de centro ou direita que buscaram uma vaga na Câmara, o desempenho foi baixo: apenas nove superaram mil votos, e somente dois ultrapassaram a marca de 10 mil sufrágios.
A maior votação entre os candidatos de direita foi de Sophia Barclay (PL-SP), com 24,2 mil votos, ficando como quarta suplente. Já Gabriel Carvalho (Missão-CE) obteve 10,2 mil votos. Outros nomes, como Leonora Rosa (PP-MG) e João Pedro Sastre (MDB-SP), registraram votações inexpressivas, com 329 e 294 votos, respectivamente.
O cenário reflete uma fragmentação ideológica dentro do próprio segmento. Enquanto alguns candidatos, como Lucas Pellegatta (PL-BA), mantêm alinhamento explícito com o bolsonarismo, outros demonstram hesitação ou desilusão. João Pedro Sastre, por exemplo, declarou voto em Lula no segundo turno após se sentir abandonado pelo campo conservador durante a campanha.
Em resumo
- Nenhum candidato LGBTQIA+ de centro ou direita foi eleito para a Câmara dos Deputados em 2026.
- Os 35 parlamentares eleitos ligados à pauta pertencem exclusivamente a partidos de esquerda.
- Apenas dois candidatos de centro ou direita superaram a marca de 10 mil votos no pleito.
Fonte: Brasil 247

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