Reta final: Lula ganha fôlego e reduz distância para Flávio Bolsonaro
Nova pesquisa PoderData/Aya aponta crescimento no potencial de voto do presidente Lula e empate técnico na disputa presidencial a três dias do segundo turno.

A disputa pelo Palácio do Planalto entra em sua fase decisiva com sinais de reação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo levantamento PoderData/Aya divulgado nesta quinta-feira (22), o petista registrou um salto de quatro pontos percentuais em seu potencial de voto, alcançando 46% dos eleitores que afirmam que ele é sua única opção, contra 42% registrados no levantamento anterior.
O cenário de rejeição também apresentou movimentações importantes. Enquanto a resistência ao nome de Lula recuou de 48% para 47%, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, viu sua rejeição subir de 44% para 45%. Embora as oscilações estejam dentro da margem de erro de 1,6 ponto percentual, os números refletem uma tendência de fortalecimento da base lulista na reta final do pleito.
No que diz respeito aos votos válidos, a corrida eleitoral permanece em empate técnico. Flávio Bolsonaro aparece com 51% das intenções, enquanto Lula soma 49%. A diferença, que era de quatro pontos no levantamento anterior, caiu pela metade, mantendo o resultado em aberto para o próximo domingo (25).
O levantamento destaca a resiliência do apoio a Lula em segmentos estratégicos. O presidente mantém vantagem expressiva entre as mulheres (55% a 41%), jovens de 16 a 24 anos (52% a 43%), eleitores do Nordeste (64% a 33%) e brasileiros com renda de até dois salários mínimos (54% a 41%).
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07926/2026, ouviu 4 mil eleitores entre os dias 19 e 21 de outubro, abrangendo 865 municípios em todo o país.
Em resumo
- O potencial de voto exclusivo em Lula subiu para 46%.
- A rejeição a Flávio Bolsonaro cresceu, atingindo 45%.
- A diferença nos votos válidos caiu para dois pontos, configurando empate técnico.
- Lula lidera entre mulheres, jovens, nordestinos e faixas de menor renda.
Fonte: Revista Fórum

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