Política

Bastidores da Precisa: a festa de Flávio Bolsonaro com empresários da Covaxin

Reportagem revela detalhes de confraternização entre o senador Flávio Bolsonaro e empresários da Precisa Medicamentos em 2020, em meio à crise da pandemia.

Uma reportagem publicada pela revista piauí trouxe à tona detalhes sobre uma confraternização realizada em 17 de julho de 2020, no Lago Paranoá, em Brasília, que reuniu o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Emerson Maximiano. O evento, que teria contado com a presença de garotas de programa, ocorreu em um momento crítico da pandemia de Covid-19, quando o Brasil superava a marca de 76 mil mortes.

Os dois empresários, ligados à Precisa Medicamentos, foram figuras centrais nas investigações da CPI da Pandemia em 2021, especialmente no que diz respeito às negociações para a compra da vacina indiana Covaxin. Segundo a apuração, Trento teria presenteado o senador com um relógio Rolex ao final do passeio de lancha, que durou cerca de quatro horas e meia.

A relação entre o parlamentar e os empresários extrapolou o encontro social. Três meses após a festa, Flávio Bolsonaro intermediou uma reunião entre Maximiano e o então presidente do BNDES, Gustavo Montezano. Além disso, em julho de 2021, durante a CPI, o senador defendeu publicamente a diretora da Precisa, Emanuela Medrades, classificando sua atuação como uma "demonstração de patriotismo".

Embora a sequência de episódios demonstre a proximidade entre o senador e os representantes da empresa, não há evidências conclusivas de que a atuação política de Flávio tenha ocorrido como contrapartida direta aos benefícios relatados. O contrato da Covaxin, avaliado em R$ 1,6 bilhão, foi cancelado pelo governo federal sem que houvesse desembolso de recursos públicos.

Em resumo

  • A revista piauí revelou que empresários da Precisa Medicamentos organizaram uma festa com garotas de programa para Flávio Bolsonaro em julho de 2020.
  • Danilo Trento e Francisco Maximiano foram alvos da CPI da Pandemia por suspeitas em contratos com o Ministério da Saúde.
  • O senador intermediou reuniões para os empresários e defendeu publicamente a diretora da Precisa durante as investigações parlamentares.
  • Não existem condenações criminais definitivas contra os envolvidos pelos fatos narrados na reportagem.

Fonte: Brasil 247

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