A disputa pelo voto decisivo: Lula e Flávio Bolsonaro miram eleitores que não escolheram finalistas
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro buscam conquistar os 48,1 milhões de eleitores que não votaram em nenhum dos dois no primeiro pleito.

O cenário eleitoral brasileiro para o segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro, coloca Lula e Flávio Bolsonaro em uma corrida intensa pela preferência de 48,1 milhões de cidadãos. Esse contingente, que equivale a 30,5% do eleitorado, não depositou seu voto em nenhum dos dois finalistas durante o primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Os dados do primeiro pleito mostraram Flávio Bolsonaro com 35,5% dos votos, enquanto Lula obteve 34%. Com a base de apoio dos dois candidatos apresentando sinais de estabilidade, a atenção das coordenações de campanha se volta para os eleitores que optaram por candidatos eliminados, anularam o voto, votaram em branco ou simplesmente não compareceram às urnas.
A abstenção nacional atingiu a marca de 21%, embora o comportamento tenha variado drasticamente entre os municípios, com taxas oscilando de 5% a 40%. O mapeamento indica que o comparecimento às urnas pode ser um fator determinante, beneficiando, em tese, quem já possuía vantagem local no primeiro turno.
As capitais brasileiras reúnem um quarto dos chamados eleitores soltos. Nesses centros, a disputa foi ainda mais acirrada, com Flávio Bolsonaro registrando 34,6% e Lula 33,8%. O destino dos votos de candidatos que não avançaram, como Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que somaram 7,5% dos votos válidos, é visto como um campo de disputa estratégica.
Além disso, o volume de votos nulos, que chegou a 2,93%, e de votos brancos, com 1,84%, totalizando quase 6 milhões de registros, impõe um desafio adicional. Historicamente, a conversão desses votos inválidos em apoio a candidatos no segundo turno é uma tarefa complexa para as legendas.
Em resumo: - 48,1 milhões de eleitores não escolheram Lula ou Flávio Bolsonaro no primeiro turno. - A abstenção nacional foi de 21%, com variações regionais que podem alterar o resultado. - Candidatos eliminados somaram 7,5% dos votos válidos, tornando-se alvo central das campanhas. - Quase 6 milhões de votos foram nulos ou brancos, representando um desafio para a conversão de apoio.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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