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A sombra das apostas: Flávio Bolsonaro sob suspeita de ser sócio oculto em esquema bilionário

Investigação da Polícia Federal aponta indícios de que o senador Flávio Bolsonaro seria sócio oculto da casa de apostas Best Bet, com movimentações financeiras suspeitas e conexões políticas no Rio de Janeiro.

Uma investigação da Polícia Federal, que culminou em um pedido de abertura de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF), colocou o senador Flávio Bolsonaro no centro de um escândalo envolvendo o mercado de apostas online. Segundo revelações da revista piauí, há fortes indícios de que o parlamentar seria sócio oculto da Best Bet, empresa operada pelo advogado Willer Tomaz, figura próxima ao senador e companheiro de viagens internacionais.

O cerne da suspeita reside em uma estrutura empresarial complexa montada na Ilha da Madeira, em Portugal, que controlava a operação brasileira. Documentos bancários indicam que Flávio Bolsonaro possuía poderes de 'usuário máster' com permissão para saques em uma conta da Alcazar Holdings, empresa ligada ao mesmo grupo de Tomaz. A exclusão do senador como gestor da conta ocorreu em maio de 2025, justamente em um período em que ambos estavam em Portugal.

A conexão política ganha contornos mais nítidos ao observar a Loterj, órgão do governo do Rio de Janeiro que licenciou a Best Bet. O presidente da autarquia, Hazenclever Cançado, foi indicado ao cargo sob influência direta de Flávio Bolsonaro. Posteriormente, uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) — corte com histórico de ligações com o ministro Kassio Nunes Marques, apadrinhado pelo senador — permitiu que a empresa expandisse suas operações para todo o território nacional.

Além das suspeitas sobre a sociedade, dados do Ministério da Fazenda revelam que Willer Tomaz movimentou cerca de R$ 5 bilhões em apostas apenas em 2025. Paralelamente, o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro registrou um faturamento de R$ 14 milhões entre 2023 e 2026, com parte dos valores sendo direcionada à mesma conta bancária investigada pela Polícia Federal. O caso levanta questionamentos sobre a possível captura de interesses públicos por redes privadas de apostas, um setor que o senador, como candidato à Presidência, teria o dever de fiscalizar.

Em resumo

  • A Polícia Federal solicitou ao STF a abertura de inquérito para apurar se Flávio Bolsonaro é sócio oculto da Best Bet.
  • O senador figurava como usuário com poder de saque em conta de empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, operador do negócio.
  • A empresa obteve licenças e decisões judiciais favoráveis sob influência de aliados políticos do senador.
  • Movimentações financeiras suspeitas e o faturamento do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro estão sob análise das autoridades.

Fonte: Brasil 247

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