Flávio Bolsonaro impõe nova barreira para cumprir desafio de transparência com Lula
A campanha de Flávio Bolsonaro condicionou a abertura de seus sigilos à análise prévia de documentos entregues por Lula ao TSE.

O embate sobre a abertura de sigilos entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (22). A defesa do parlamentar, representada pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a liberação dos dados de Flávio só ocorrerá após uma conferência minuciosa dos documentos entregues pela campanha petista.
A equipe de Lula, representada pelo senador Camilo Santana, compareceu ao tribunal para protocolar a documentação. O presidente havia se comprometido a abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, estendendo a medida ao Instituto Lula, ao assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, ao cartão corporativo da primeira-dama Rosângela da Silva e ao seu filho, Fábio Luís da Silva.
Para auditar o material, a campanha de Flávio Bolsonaro designou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR). O ex-procurador afirmou que fará uma análise detalhada em busca de eventuais inconsistências nos extratos e relatórios apresentados. A defesa do senador bolsonarista reforçou que a transparência prometida pelo presidente precisa passar pelo crivo técnico antes de ser considerada efetiva.
Em resumo
- A campanha de Flávio Bolsonaro condicionou a abertura de seus sigilos à verificação prévia dos documentos entregues por Lula.
- Lula estendeu a quebra de sigilo a familiares, assessores e ao Instituto Lula.
- Deltan Dallagnol foi escalado pela equipe de Flávio para auditar os papéis entregues ao TSE.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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