Lideranças francesas alertam: vitória de Flávio Bolsonaro seria triunfo para Trump
Manifesto assinado por políticos franceses, incluindo candidatos à presidência, aponta riscos à democracia brasileira e pede voto em Lula no segundo turno.

Um grupo de peso da política francesa, incluindo candidatos à presidência do país em 2027, publicou um manifesto contundente alertando para os riscos que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) representa para a democracia brasileira. O documento, divulgado com exclusividade no jornal Le Monde e no ICL Notícias, convoca os eleitores brasileiros a comparecerem às urnas no próximo dia 25 de outubro para votar em Lula.
Entre os signatários do texto estão nomes de destaque como Jean-Luc Mélenchon, Fabien Roussel e Marine Tondelier, todos candidatos ao Palácio do Eliseu, além da ex-ministra da Justiça Christiane Taubira e parlamentares como Olivier Faure. Para os signatários, o cenário brasileiro é preocupante, especialmente após o primeiro turno, onde Flávio Bolsonaro alcançou 47% dos votos contra 45% de Lula, em um pleito que também garantiu ao PL a maior bancada no Congresso desde 1988.
O manifesto destaca que a eleição do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não seria apenas um retrocesso interno, mas uma peça-chave na geopolítica global. Segundo os franceses, o projeto de Flávio Bolsonaro está alinhado à doutrina de Donald Trump para o controle do Hemisfério Ocidental. O texto aponta que o candidato pretende integrar o Brasil ao "Shield of the Americas", uma coalizão de segurança liderada pelos Estados Unidos à qual Lula se opôs.
Os líderes franceses enfatizam que a ameaça é real e que a vitória da extrema-direita no Brasil serviria de estímulo para movimentos similares na Europa, como o Reagrupamento Nacional na França. "Defender a democracia brasileira é, também, defender a nossa", afirmam os signatários, que veem no segundo turno uma oportunidade decisiva para barrar o avanço autoritário.
Em resumo
- Lideranças francesas publicaram manifesto alertando para os riscos de uma vitória de Flávio Bolsonaro à democracia brasileira.
- O grupo defende o voto em Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro, como forma de conter o avanço da extrema-direita.
- O texto aponta que o alinhamento de Flávio Bolsonaro com Donald Trump pode comprometer a soberania nacional e a estabilidade regional.
Fonte: ICL Notícias

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