O rastro de retrocessos: a agenda de Flávio Bolsonaro contra a proteção de mulheres e crianças
Artigo da deputada Talíria Petrone analisa o histórico e as propostas de Flávio Bolsonaro, destacando riscos para políticas de segurança e direitos das mulheres.

Em artigo recente, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) traçou um paralelo crítico entre a trajetória política de Flávio Bolsonaro e o impacto de suas propostas na segurança pública e nos direitos das mulheres. O texto destaca a intenção do senador em eliminar a obrigatoriedade de rastreamento de cápsulas de munição, medida que a parlamentar classifica como um retrocesso perigoso para a elucidação de crimes violentos.
A autora relembra o caso de Ana Clara Gomes Machado, criança de 5 anos morta em Niterói, cujo crime foi solucionado justamente pelo rastreio das balas disparadas por um policial militar. Petrone aponta que Flávio Bolsonaro chegou a integrar a defesa do agente envolvido na tentativa de anular o julgamento, questionando o interesse do parlamentar no episódio.
O histórico legislativo do senador também é alvo de críticas. Durante seus anos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Flávio acumulou votos contrários a pautas de proteção à mulher e combate à violência doméstica. A deputada ressalta que essa postura alinha-se à gestão de seu pai, Jair Bolsonaro, marcada pelo incentivo ao armamento e pelo desmonte de políticas públicas voltadas ao acolhimento feminino.
Em contrapartida, o artigo defende a continuidade das políticas implementadas pelo governo Lula, como a Lei da Igualdade Salarial e a campanha Feminicídio Zero. Para a parlamentar, a disputa eleitoral atual coloca em lados opostos a proteção social e o projeto de desmonte representado pelo bolsonarismo.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro propõe o fim do rastreamento de munições, medida essencial para investigações criminais.
- O senador atuou na defesa de um policial militar envolvido na morte de uma criança de 5 anos.
- O histórico do parlamentar inclui votos contrários a direitos das mulheres e ao combate à violência de gênero.
- O texto contrapõe o bolsonarismo às políticas de proteção social e igualdade salarial do governo atual.
Fonte: Revista Fórum

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