Política · Justiça

O peso das urnas: 51 anos após Herzog, o Brasil decide seu destino

O pleito de 2026 ocorre no aniversário da morte de Vladimir Herzog, trazendo à tona o debate sobre a fragilidade da democracia e os diferentes projetos de país em disputa.

O calendário eleitoral de 2026 impõe uma reflexão profunda sobre o passado e o futuro do país. No próximo dia 25 de outubro, data em que se completam 51 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog pelas mãos da ditadura militar, milhões de brasileiros comparecerão às urnas. O momento é de balanço sobre o valor das liberdades civis e o custo da resistência contra o autoritarismo.

No Legislativo, a memória de Herzog ganha contornos institucionais através de uma proposta que busca oficializar o Dia Nacional de Defesa da Democracia. O texto, que já passou pelo crivo do Senado, aguarda agora o posicionamento da Câmara dos Deputados para ser consolidado como um marco de vigilância contra retrocessos.

A disputa presidencial reflete visões antagônicas sobre o Estado. De um lado, a candidatura de Flávio Bolsonaro carrega o legado de seu pai, Jair Bolsonaro, cuja trajetória inclui a exaltação pública de Carlos Alberto Brilhante Ustra, um torturador reconhecido pela Justiça. O ex-presidente, inclusive, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal em 2025 por seu papel na tentativa de golpe de Estado ocorrida após o pleito de 2022, episódio que o filho do candidato insiste em minimizar.

Em contrapartida, Luiz Inácio Lula da Silva sustenta sua campanha na experiência de quem enfrentou a repressão como líder sindical e na execução de políticas de bem-estar social. Sob sua gestão, o país alcançou a marca de sair do Mapa da Fome da ONU em duas ocasiões, a primeira em 2014 e a mais recente em 2025, focando em pautas como a valorização do trabalho e a inclusão social.

Em resumo: - O dia 25 de outubro de 2026 marca 51 anos da morte de Vladimir Herzog, impulsionando um projeto de lei que cria o Dia Nacional de Defesa da Democracia. - Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF em 2025 por envolvimento em tentativa de golpe de Estado. - O Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em 2014 e 2025 sob gestões de Lula.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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