Coordenador de Flávio Bolsonaro defendeu alta de 23% no preço do gás de cozinha
Adriano Pires, nome forte na campanha de Flávio Bolsonaro para a área de energia, já defendeu o fim de subsídios e a livre flutuação de preços do botijão.

O economista Adriano Pires, que atualmente coordena a área de energia na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já defendeu publicamente uma política que resultaria em um aumento de cerca de 23% no preço do botijão de gás para a maior parte da população brasileira. A proposta, detalhada em um artigo de 2018, sugere a retirada de subsídios generalizados para que o valor do produto seja definido exclusivamente pelo mercado.
Na época da publicação, Pires calculou que o botijão de 13 quilos saltaria de R$ 65 para R$ 80. Ajustados pela inflação até setembro de 2026, esses valores seriam equivalentes a R$ 98 e R$ 121, respectivamente. O economista argumentou que o subsídio universal era um erro por beneficiar famílias de maior poder aquisitivo, propondo que o auxílio fosse restrito apenas aos inscritos na tarifa social de energia elétrica.
Segundo a visão de Pires, o mercado deveria ditar os preços, absorvendo pressões internacionais e variações cambiais. Em seu texto, ele justificou a medida afirmando que, ao retirar o desconto para a maioria, seria possível financiar o benefício direcionado aos mais pobres, preservando, ao mesmo tempo, os interesses dos acionistas da Petrobras. Ele declarou: "Com isso, estaremos respeitando os direitos dos acionistas da empresa".
O posicionamento ganha peso político pelo papel central que Pires ocupa na campanha de Flávio Bolsonaro, sendo cotado para assumir o Ministério de Minas e Energia ou a presidência da estatal em um eventual governo. O economista, que é sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e ex-superintendente da ANP, mantém um histórico de defesa pela liberdade de preços dos combustíveis.
O debate sobre o custo do gás de cozinha contrasta com a atual política do governo Lula, que mantém o programa Gás do Povo. A iniciativa garante a recarga gratuita de botijões para famílias de baixa renda, alcançando cerca de 15 milhões de lares em 2026.
Em resumo
- Adriano Pires, coordenador de energia da campanha de Flávio Bolsonaro, defendeu em 2018 o fim de subsídios ao gás de cozinha.
- A proposta previa um aumento de 23% no preço do botijão para consumidores fora da tarifa social.
- O economista defende que o preço do gás seja definido pelo mercado, sem intervenção estatal para baratear o custo final.
- O atual governo mantém o programa Gás do Povo, que atende 15 milhões de famílias com recargas gratuitas.
Fonte: ICL Notícias

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