Bispos católicos se posicionam contra o autoritarismo e defendem voto em Lula
Um grupo de 35 membros do episcopado brasileiro publicou manifesto alertando sobre os riscos da candidatura de Flávio Bolsonaro e reforçando a importância da democracia no pleito de domingo.

Na reta final da corrida presidencial, um coletivo de 35 bispos católicos decidiu romper o silêncio e publicar um manifesto público sobre o segundo turno das eleições de 2026. O documento, divulgado nesta quinta-feira (22), defende que a neutralidade diante do atual cenário político seria um erro histórico, comparando a omissão atual com o silêncio que permitiu o avanço de regimes totalitários na Europa durante o século passado.
Embora o texto evite mencionar os nomes dos candidatos diretamente, os religiosos estabelecem um contraste nítido entre as duas opções que estarão nas urnas no próximo dia 25. O grupo expressou profunda preocupação com a candidatura de Flávio Bolsonaro, apontando que suas propostas representam um perigo real para a soberania do país, a estabilidade democrática e o bem-estar social. Os bispos criticaram abertamente a postura do candidato em temas como a flexibilização do acesso a armas, a política ambiental e a resistência a direitos trabalhistas, como a discussão sobre o fim da jornada 6x1.
Além disso, o manifesto recorda o histórico de homenagens prestadas por membros da família Bolsonaro ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, figura associada à tortura durante o regime militar. Em contrapartida, os signatários reconhecem que, apesar de possíveis divergências com a atual gestão, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado respeito aos limites constitucionais e um compromisso constante com o atendimento às necessidades das camadas mais pobres da população.
O documento, assinado por nomes como dom Roque Paloschi, dom Paulo Mendes Peixoto e dom Zanoni Demettino Castro, encerra com um chamado urgente aos fiéis. Os bispos pedem que os católicos compareçam às urnas no domingo para proteger os valores humanitários e a própria democracia brasileira. Em resumo: - 35 bispos publicaram carta aberta declarando que não podem ser neutros na eleição. - O grupo aponta que a candidatura de Flávio Bolsonaro ameaça a democracia e direitos sociais. - Os religiosos convocam os fiéis a votar no dia 25 de outubro em defesa da Constituição.
Fonte: Revista Fórum

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.