TSE coloca canal de apoio a Lula na mira às vésperas do debate final
Campanha petista teme novas restrições ao canal 'Exército do Lula' após determinação de Nunes Marques à Meta sobre funcionamento da ferramenta.

A reta final da campanha presidencial ganha um novo capítulo de tensão jurídica. Segundo informações divulgadas pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) temem que o canal de WhatsApp “Exército do Lula” sofra novas restrições durante o debate da TV Globo, marcado para esta sexta-feira (23).
O receio petista foi motivado por uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que deu um prazo de 24 horas para que a Meta apresente um relatório técnico detalhado sobre a ferramenta. A medida atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e exige que a empresa explique como diferencia a mobilização popular de comportamentos coordenados que possam ser considerados irregulares.
Embora a decisão atual não determine a suspensão imediata do canal, o histórico recente gera apreensão. Em 11 de outubro, Nunes Marques chegou a ordenar o bloqueio da página, mas a medida foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que não encontrou evidências de irregularidades. Na ocasião, uma análise técnica do próprio TSE também não identificou a presença de conteúdos falsos nas publicações.
Administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o canal foi formalmente registrado pela campanha petista para cumprir exigências impostas pelo tribunal, embora o PT sustente que a iniciativa possui autonomia. A nova movimentação do TSE ocorre em um momento estratégico, já que a equipe de Lula planejava utilizar a ferramenta para mobilizar a base e distribuir conteúdos durante o último confronto televisivo antes do pleito de domingo (25).
Em resumo
- O ministro Kassio Nunes Marques exigiu que a Meta detalhe o funcionamento do canal 'Exército do Lula' em até 24 horas.
- A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, em meio a um histórico de tentativas de suspensão da ferramenta.
- O canal, gerido por André Janones, está registrado no TSE e o PT teme impactos na estratégia de comunicação durante o debate final.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.