Eduardo Paes contesta resultado eleitoral no Rio e aponta suposta manobra jurídica
O ex-prefeito do Rio de Janeiro questiona a legitimidade da vitória de Douglas Ruas no primeiro turno, criticando a participação de Anthony Garotinho no pleito apesar de condenações que suspendem seus direitos políticos.

Foto: Eduardo Paes Crédito: Luciola Villela/CMRJ · Original e licença
O ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, manifestou indignação com o desfecho das eleições fluminenses de 2026. Em declarações públicas, o político argumentou que a participação de Anthony Garotinho no processo eleitoral foi um erro grave, dado que o ex-governador possui condenação por improbidade administrativa no caso Saúde em Movimento, o que resultou na suspensão de seus direitos políticos por oito anos a partir de julho de 2025.
Paes sustentou que a presença de Garotinho nas urnas, mesmo sob alertas jurídicos, distorceu a vontade popular e interferiu indevidamente na disputa. O ex-prefeito enfatizou que, diante da suspensão de direitos, o ex-governador não teria sequer a prerrogativa de votar, quanto mais de ser votado. Ele classificou o cenário como uma armação que compromete a legitimidade do pleito.
A controvérsia ganhou contornos decisivos após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular, em 8 de outubro, os 274.411 votos que haviam sido atribuídos a Garotinho. Com essa exclusão, o cálculo dos votos válidos foi alterado, permitindo que Douglas Ruas, do PL, atingisse a maioria absoluta e fosse declarado vencedor ainda no primeiro turno, superando a marca que anteriormente o obrigaria a enfrentar um segundo turno contra Paes.
O histórico do caso foi marcado por idas e vindas judiciais. Embora o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro tenha indeferido o registro de candidatura, Garotinho permaneceu na disputa na condição de sub judice. Houve decisões divergentes dentro do próprio TSE, com o ministro Floriano de Azevedo Marques determinando a nulidade dos votos, enquanto o presidente da Corte, Nunes Marques, chegou a autorizar a contabilização provisória. Por fim, o plenário do tribunal confirmou a exclusão dos votos por cinco votos a dois.
Buscando reverter o resultado, o PSD ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal. O partido defende que a anulação dos votos não deveria ter levado à vitória direta de Ruas e pleiteia a realização de um segundo turno. O ministro Cristiano Zanin, relator do processo no STF, solicitou esclarecimentos ao TSE sobre os desdobramentos da decisão em 19 de outubro.
Em resumo: - Eduardo Paes contesta a vitória de Douglas Ruas no primeiro turno e denuncia a participação irregular de Anthony Garotinho. - O TSE anulou mais de 274 mil votos de Garotinho, o que garantiu a eleição de Ruas sem necessidade de segundo turno. - O PSD recorreu ao STF para tentar forçar a continuidade da disputa eleitoral.
Fonte: Brasil 247

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