Estratégia de virada: por que os votos brancos e nulos são a chave para Lula
Diretor da Quaest aponta que a conversão de eleitores que não votaram em candidatos no primeiro turno é o caminho mais viável para a vitória de Lula.

A reta final da disputa presidencial coloca sob os holofotes o comportamento do eleitorado que optou por brancos, nulos ou pela abstenção no primeiro turno. Segundo análise de Felipe Nunes, diretor da Quaest, publicada no jornal O Globo, é justamente nesse segmento que reside a maior oportunidade para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reverter o cenário atual contra Flávio Bolsonaro (PL).
O pesquisador descarta que apenas o combate à abstenção seja o fator decisivo. Em sua avaliação, a migração direta de votos entre os dois finalistas está travada devido à alta fidelidade das bases de apoio de ambos os candidatos. Além disso, Nunes observa que a transferência de votos de postulantes eliminados na primeira etapa tende a favorecer o senador do PL.
Diante desse quadro, a estratégia de Lula deve focar na conversão daqueles que não escolheram nenhum candidato anteriormente. Nunes traça um paralelo com a eleição de 2014, quando a redução de votos brancos e nulos no segundo turno foi fundamental para que Dilma Rousseff (PT) superasse Aécio Neves (PSDB). O especialista identifica que o perfil desse eleitor indeciso ou desmotivado no primeiro turno possui maior afinidade com as propostas petistas.
Em resumo
- A migração direta de votos entre Lula e Flávio Bolsonaro é limitada pela fidelidade dos eleitores.
- A transferência de votos de candidatos eliminados favorece o candidato do PL.
- A conversão de votos brancos e nulos é apontada como a principal via para a virada de Lula.
- O histórico de 2014 serve como precedente de como esse movimento pode alterar o resultado final.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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