Congresso dos EUA exige explicações de Zuckerberg sobre interferência da Meta nas eleições brasileiras
Treze parlamentares americanos enviaram carta à Meta questionando o tratamento desigual entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, citando bloqueios de anúncios e falhas em ferramentas de IA.

Foto: Mark Zuckerberg, CEO da Meta. Foto: Reprodução · Original e licença
Um grupo de treze congressistas dos Estados Unidos decidiu intervir diretamente na gestão da Meta, enviando um documento formal ao CEO Mark Zuckerberg. O objetivo é esclarecer denúncias graves sobre a atuação da empresa durante o processo eleitoral brasileiro, onde a plataforma é acusada de ter favorecido a campanha de Flávio Bolsonaro em detrimento da candidatura de Lula.
Os parlamentares expressaram profunda inquietação com o que classificaram como um desequilíbrio na distribuição de conteúdos. Entre os episódios listados, o grupo destacou o bloqueio da conta de anúncios de Lula no Facebook, ocorrido no dia 23 de setembro, pouco antes do primeiro turno. Além disso, a campanha petista relatou ter sido impedida de impulsionar publicações no Instagram por quase um dia inteiro, o que teria privado cerca de 1,3 milhão de eleitores de receberem o material de campanha.
O documento também aponta falhas na inteligência artificial do WhatsApp, que supostamente vetava a criação de imagens para o PT enquanto permitia solicitações idênticas para o lado bolsonarista. Essa disparidade de tratamento já havia sido alvo de sanções pelo Tribunal Superior Eleitoral, que multou a Meta e exigiu a garantia de isonomia entre os candidatos. Embora a empresa tenha alegado ter adotado 17 medidas para se adequar às ordens judiciais, os congressistas americanos querem respostas detalhadas sobre os critérios de moderação.
O grupo solicitou uma reunião urgente e estabeleceu o dia 4 de novembro como prazo final para que Zuckerberg responda por escrito. Os questionamentos incluem a possibilidade de contatos entre a Meta e aliados de Donald Trump sobre o Judiciário brasileiro, além de indagar se a companhia permitirá auditorias externas para verificar como seus algoritmos impactaram a democracia no Brasil.
Em resumo: - Treze parlamentares dos EUA cobram explicações de Zuckerberg sobre suposto favorecimento a Flávio Bolsonaro. - A carta cita o bloqueio de anúncios de Lula em setembro e restrições no Instagram como evidências de tratamento desigual. - O TSE multou a Meta por descumprir ordens de isonomia. - O grupo exige respostas sobre critérios de moderação e possíveis diálogos da empresa com aliados de Trump.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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